Impacto econômico do PCV2: o custo oculto que reduz a rentabilidade

18-Fev-2026
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O circovírus suíno tipo 2 (PCV2) é reconhecido como um dos patógenos mais relevantes da produção suinícola moderna, não apenas por sua capacidade de causar doença, mas também pelo impacto econômico que representa para granjas de produção intensiva. As perdas associadas à sua circulação podem ocorrer mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes, corroendo as margens de rentabilidade de forma silenciosa, porém constante.

Estudos estimaram que o custo médio da infecção por PCV2 atinge 9,1 euros por suíno, com um intervalo de confiança de 90% variando entre 2,5 e 16,9 euros por animal. Esse valor contempla tanto as consequências diretas, como o aumento da mortalidade e a redução do ganho de peso diário, quanto as consequências indiretas, que incluem a necessidade de tratamentos adicionais, o prolongamento do tempo até o peso de mercado e o aumento da susceptibilidade a outros patógenos.

Quando esses dados são projetados ao nível da granja, o impacto torna-se evidente. Em um sistema com 1.000 suínos de engorda, as perdas médias podem ultrapassar 9.000 euros por fluxo e, em granjas de maior porte, o custo acumulado anual pode facilmente alcançar centenas de milhares de euros. Esse efeito se agrava em contextos nos quais o vírus circula de forma endêmica, já que a pressão de infecção implica um nível constante de perdas produtivas, passando a ser um custo assumido.

A infecção subclínica representa um dos maiores desafios econômicos. Embora não provoque elevada mortalidade nem quadros clínicos relevantes, reduz significativamente a velocidade de crescimento e piora a conversão alimentar da população. Essas alterações, ao se acumularem ao longo do tempo e em todo o fluxo, geram um custo oculto que raramente é identificado, mas que afeta diretamente a capacidade produtiva da granja. Em mercados nos quais cada ponto de eficiência conta, essas perdas silenciosas podem representar uma grande diferença entre lucro e prejuízo.

Resumo

  • Custo médio da infecção de 9,1 € por suíno, incluindo perdas diretas e indiretas.
  • Impacto acumulado que pode alcançar centenas de milhares de euros por ano em sistemas com circulação endêmica.
  • Infecção subclínica como principal custo oculto que reduz a eficiência sem sinais clínicos evidentes.

Referências

  1. Opriessnig T., et al. (2011). Porcine circovirus type 2: current status of knowledge. Vet. Microbiol.
  2. Segalés J. (2015). Best practice and future challenges for vaccination against porcine circovirus type 2. Vet. Microbiol.
  3. Holtkamp D.J., et al. (2013). Economic impact of endemic diseases in the United States swine industry. J. Swine Health Prod.
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