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Abate de suínos atinge marca histórica de 60,69 milhões de cabeças em ano de recordes na pecuária nacional

Impulsionado por exportações e custos menores com ração, setor suinícola lidera cenário de alta no país, que também registrou números inéditos nas produções de bovinos, frangos, ovos e leite em 2025.

Foto: Tiago Rafael/ACCS
Foto: Tiago Rafael/ACCS
27 Março 2026
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O abate de suínos no Brasil atingiu o recorde histórico de 60,69 milhões de cabeças em 2025, o que representa um aumento de 4,3% (2,51 milhões de cabeças) em relação ao ano anterior. Os dados constam nos resultados completos da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, o maior da série histórica iniciada em 1997, foi impulsionado pelo volume recorde de exportações e pela redução dos custos de produção no país ao longo do ano.

Santa Catarina manteve a liderança nacional no abate de suínos, respondendo por 28,2% do total processado no Brasil, seguida por Paraná (21,2%) e Rio Grande do Sul (17,9%). De acordo com a gerente de Pecuária do IBGE, Angela Lordão, as margens dos produtores foram equilibradas devido à supersafra de grãos, que barateou a ração, aliada aos preços firmes mantidos no mercado interno. No mercado externo, as Filipinas se destacaram ao absorver 25,8% de toda a carne suína embarcada pelo Brasil no ano. Apenas no quarto trimestre de 2025, o abate de suínos somou 15,29 milhões de cabeças.

O desempenho positivo da suinocultura acompanha um cenário de alta geral na pecuária brasileira, que registrou recordes absolutos em todas as suas principais frentes. O abate de bovinos chegou a 42,94 milhões de cabeças, um salto expressivo de 8,2% frente a 2024. Segundo a pesquisadora do IBGE, este mercado foi marcado por uma demanda interna e externa aquecida e pela forte participação de fêmeas, que representaram 46,8% dos abates. O crescimento na produção bovina ocorreu em 25 das 27 unidades da federação, com destaque nominal para São Paulo, Pará e Rondônia. Com a alta na oferta de gado, a aquisição de couro pelos curtumes também bateu recorde, chegando a 44,03 milhões de peças inteiras.

26 de março de 2026/ ACCS com dados do IBGE/ Brasil.
https://accs.org.br

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