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Mercado da soja mostra resiliência em Santa Catarina

Mesmo com redução de área e ajustes na produtividade em relação ao recorde anterior, o quadro geral das lavouras segue positivo em Santa Catarina.

Foto: Tiago Ghizoni/Epagri
Foto: Tiago Ghizoni/Epagri
18 Março 2026
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O mercado da soja apresenta sinais de resiliência e pontos positivos para os produtores catarinenses, apesar da pressão típica do período de colheita no Brasil. Em fevereiro, o preço médio ao produtor em Santa Catarina foi de R$117,09 por saca, uma retração de 3,7% em relação ao mês anterior, movimento esperado diante da entrada de uma safra volumosa no mercado nacional.

O cenário interno, no entanto, contrasta com o ambiente internacional. As cotações na Bolsa de Chicago avançaram em fevereiro e no início de março, impulsionadas principalmente pela valorização do petróleo e do óleo de soja, reflexo das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esse movimento tem sustentado os preços globais da oleaginosa acima de US$ 12 por bushel, nos níveis mais altos desde maio de 2024.

O analista da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, avalia que a safra recorde de soja no Brasil, em plena fase de colheita, amplia a oferta do grão no mercado interno e exerce pressão negativa sobre os preços ao produtor. “Neste cenário externo, porém o movimento é distinto, pois as tensões no Oriente Médio elevaram o preço do petróleo o que tornou o óleo de soja uma alternativa para a composição de biocombustíveis”, afirma.

Safra catarinense 2025/26

Mesmo com redução de área e ajustes na produtividade em relação ao recorde anterior, o quadro geral das lavouras segue positivo em Santa Catarina. Até o início de março, 83% das áreas estavam em boas condições, e a colheita avançava dentro do esperado. Episódios localizados de estiagem não comprometem, até o momento, o desempenho global da produção no Estado.

O conjunto desses fatores indica que, embora o mercado atravesse um período de acomodação, a soja segue com fundamentos sólidos. A combinação de demanda internacional, valorização dos derivados e boa condução das lavouras em Santa Catarina sustenta uma perspectiva mais equilibrada e construtiva para os próximos meses.

“Santa Catarina é autossuficiente em soja. Mesmo que não fosse, não haveria risco de desabastecimento, já que o Estado está entre o Paraná e o Rio Grande do Sul, dois grandes produtores capazes de suprir eventuais demandas do mercado catarinense. A situação é diferente no caso do milho. O Estado não é suficiente na produção e precisa buscar cerca de 6 milhões de toneladas fora do território catarinense, oriundas principalmente do Centro-Oeste ou do Paraguai”, destaca Elias.

Santa Catarina consolida liderança nas exportações de carne suína

As exportações de carne suína de Santa Catarina somaram 56,2 mil toneladas em fevereiro, leve alta frente a janeiro, com receitas de US$ 138,6 milhões, enquanto no acumulado do primeiro bimestre os embarques catarinenses alcançaram 112,1 mil toneladas, com receitas de US$ 276,9 milhões. O estado respondeu por 48,4% do volume e 50,5% das receitas nacionais no período. Entre os principais destinos da carne suína catarinense destacam-se o Japão, com quase 30% das receitas e forte expansão frente a 2025, além de Filipinas e China, reforçando a liderança de Santa Catarina no comércio externo do setor.

Milho entra em novo ciclo com produção consistente e cenário favorável

Os preços do milho recuaram no Sul do Brasil em fevereiro e início de março, pressionados pelo avanço da colheita da safra de verão e pelos estoques remanescentes, com retração de 4,5% em 30 dias; em sentido oposto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou mais de 5% no mês, refletindo no mercado futuro o atraso no plantio da segunda safra e o risco de perdas na produção. Para a safra 2025/26, a área cultivada cresceu 1,95% e as lavouras apresentam bom desempenho geral, com produtividade estimada em 8.802 kg/ha, abaixo do ciclo anterior, considerado excepcional.

17 de março de 2026/ Epagri/ Brasil.
https://blog.epagri.sc.gov.br

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