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Mesmo com ajuste pontual nos preços, suinocultura projeta 2026 promissor e aposta em retomada rápida

Presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, destaca que valores atuais ainda superam o início de 2025, celebra a posição do Brasil como 3º maior exportador mundial e prevê estabilidade nos custos de produção.

4 Fevereiro 2026
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A suinocultura brasileira inicia 2026 demonstrando resiliência e maturidade. Embora o mercado tenha registrado um ajuste nos preços pagos ao produtor no início de fevereiro, a análise da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) aponta para um cenário de otimismo e confiança. O setor, que vem de um ano de recuperação e bons resultados, enxerga os movimentos atuais como uma oscilação sazonal típica, mantendo as expectativas de um ano favorável.

No dia 2 de fevereiro, o preço do suíno no sistema de integração passou de R$ 6,80 para R$ 6,65. O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, explica que o movimento é natural após as festas de fim de ano. "A gente sabe que janeiro é um mês mais crítico, que tudo depende das vendas de final de ano e do consumo no início do ano. Historicamente o preço acaba caindo sim em janeiro ou início de fevereiro", pondera.

No entanto, ao ampliar a visão para o histórico recente, o cenário se mostra positivo. Losivanio destaca que, em janeiro de 2025, o valor pago era de R$ 6,55 — ou seja, o patamar atual de R$ 6,65, mesmo após a baixa, continua superior ao do mesmo período do ano passado.

2025: Um ano de recuperação e consolidação

A confiança do setor se baseia nos números sólidos consolidados no último ano. Na integração, o preço atingiu seu auge em 25 de agosto, chegando a R$ 6,80 e permanecendo estável por cinco meses, fechando com uma média anual de R$ 6,71.

Já no mercado independente, a recuperação foi ainda mais expressiva, permitindo ao produtor a possibilidade de sanar dívidas de crises anteriores. A comercialização média ficou em R$ 8,36, frente a um custo de produção de R$ 6,34.

Essa melhoria é atribuída à estabilidade da produção. Com os juros altos inibindo grandes ampliações de plantel, o foco se voltou para a eficiência: melhoria da produtividade e ocupação da capacidade ociosa das granjas.

Brasil assume o 3º lugar na exportação mundial

Outro pilar de sustentação para o otimismo em 2026 é o desempenho no mercado externo. O Brasil exportou 1.510.000 toneladas de carne suína no último ano, ultrapassando o Canadá e tornando-se o terceiro maior exportador mundial. Santa Catarina, mantendo seu diferencial sanitário (livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007), foi responsável por praticamente metade desse volume.

Os números detalhados por Losivanio mostram a diversificação dos parceiros comerciais:

México: Ampliou a importação em 34 mil toneladas;

Japão: Aumento de 21 mil toneladas;

Argentina: Crescimento de 8 mil toneladas.

Esses aumentos compensaram a redução de 23 mil toneladas nas compras da China. Financeiramente, o resultado também foi robusto: a média da tonelada foi de US$ 2.550. Com o dólar médio a R$ 5,59, a comercialização girou em torno de R$ 14.260 por tonelada.

Perspectivas: Custos estáveis e consumo em alta

Para 2026, a previsão é de estabilidade nos custos, impulsionada por safras recordes de grãos no Brasil e no mundo, favorecidas pelo clima. Além disso, eventos como a Copa do Mundo alavancam consumo interno. A carne suína também ganha competitividade frente à carne bovina, que deve manter preços elevados devido às exportações.

O consumo per capita no Brasil já atingiu a marca de 20,2 kg em 2025, mas a ACCS vê espaço para mais. Sobre a baixa recente de preços, a mensagem final é de tranquilidade e previsão de retomada a curto prazo.

"A baixa preocupa, mas não assusta. O que era para cair eu acredito que já caiu, não vejo mais motivo de novas quedas. Acredito que a partir do final de fevereiro e março teremos uma recuperação de preços", finaliza Lorenzi, apostando em um ano de resultados positivos para o campo.

03 de fevereiro de 2026/ ACCS/ Brasil.
https://accs.org.br

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