Os preços do suíno vivo registraram forte queda em fevereiro de 2026, com retração de até 16,1% na praça SP-5, a mais intensa desde 2022. A média mensal caiu de R$ 8,24/kg em janeiro para R$ 6,91/kg em fevereiro, refletindo menor demanda da indústria e desequilíbrio na oferta interna.
No atacado, o movimento foi semelhante: a carcaça especial suína teve média de R$ 10,36/kg, queda de 14,6% no mês, em um cenário de consumo ainda enfraquecido.

Apesar da pressão no mercado interno, o setor exportador segue em forte ritmo. Em fevereiro, o Brasil embarcou 120,9 mil toneladas de carne suína, alta de 6,9% em relação a 2025 e o maior volume já registrado para o mês. Este é o terceiro mês consecutivo de recorde nas exportações.
As Filipinas mantiveram-se como principal destino, seguidas por Japão e China.
No campo, a queda dos preços impactou diretamente o produtor: o poder de compra recuou, com o suíno equivalente a apenas 3,75 kg de farelo de soja e 6,11 kg de milho, os menores níveis em meses.
Mesmo com a desvalorização, a carne suína ganhou competitividade frente às proteínas concorrentes, especialmente em relação à carne bovina, cuja diferença de preços aumentou no período.
Para março, o setor monitora dois pontos-chave: a necessidade de equilibrar oferta e demanda no mercado interno e possíveis impactos logísticos do conflito no Oriente Médio, que podem elevar custos de exportação.
Fevereiro de 2026/ Cepea - Boletim do suíno/ Brasil.
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