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PSA na Espanha: testes indicam que se trata de uma nova cepa ainda não descrita

Os dados atuais não permitem confirmar que a cepa viral da PSA tenha se originado de qualquer laboratório, de acordo com o sequenciamento realizado pelo IRB.

30 Dezembro 2025
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Como parte da investigação interna para determinar a origem do vírus que causou o recente foco de peste suína africana (PSA) na Espanha, o Departamento de Agricultura da Catalunha (DARPA) apresentou hoje, em coletiva de imprensa, os resultados disponíveis do sequenciamento realizado pelo IRB (Instituto de Pesquisa em Biomedicina de Barcelona). Estiveram presentes Toni Gabaldón, professor pesquisador ICREA no IRB Barcelona e reconhecido especialista em filogenia e genômica comparativa; Cristina Massot, secretária-geral do DARPA; e Òscar Ordeig, conselheiro de Agricultura da Catalunha.

No âmbito dessa investigação, o IRB realizou o sequenciamento completo dos vírus isolados dos dois primeiros casos de PSA notificados em 28 de novembro de 2025, bem como das 17 cepas de PSA existentes no IRTA-CReSA — tanto candidatas a vacina quanto cepas de desafio —, o que inclui todas as cepas utilizadas pelo laboratório nos últimos 12 meses. Duas cepas que não são utilizadas há mais de cinco anos e que atualmente permanecem congeladas ainda não foram sequenciadas.

Além de comparar a cepa responsável pelo foco recente com todas as armazenadas nas instalações do IRTA-CReSA, o IRB também comparou essa cepa com o banco de dados público que contém mais de 800 sequências do vírus da peste suína africana (PSA) provenientes de diversos países do mundo. Cabe destacar que a PSA é causada por um vírus de DNA de grande tamanho e altamente estável.

A cepa isolada no foco não apresenta similaridade nem com as cepas sequenciadas do IRTA-CReSA nem com as mais de 800 cepas incluídas no banco de dados público. A sequência detectada no foco de PSA na Espanha apresenta 27 mutações pontuais, além de uma deleção significativa. Trata-se de uma cepa que não havia sido descrita anteriormente e que, por isso, foi atribuída a um novo grupo, o grupo 29.

No âmbito das linhas de investigação destinadas a esclarecer a origem do vírus, a palavra final virá dos trabalhos que estão sendo realizados no Centro de Referência de Peste Suína Africana (PSA), localizado no laboratório de Algete.

O conhecimento do genoma é fundamental para tentar determinar a origem do foco, mas também para compreender as características do vírus e, assim, poder ajustar as medidas de controle de acordo com seu nível de letalidade e outros fatores relevantes.

No que se refere à contenção do foco, que continua sendo a principal prioridade, um total de 533 javalis foram analisados em toda a Catalunha, dos quais 29 testaram positivo, todos localizados na área núcleo. Essas 533 amostras incluem animais provenientes de fora da zona tampão de 20 km, javalis encontrados mortos e notificados pela população, bem como atropelamentos. O dispositivo de 400 pessoas mobilizadas na área permanece ativo, e espera-se um aumento na taxa de capturas. Também estão em andamento negociações intensivas com diversos países para a recuperação dos mercados afetados.

Por fim, foi ressaltada a importância da prudência, da coordenação e do envolvimento de todos os agentes do setor, assim como a necessidade de maximizar as medidas de biosseguridade.

30 de dezembro de 2025/ Redação 333.

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Peste Suína AfricanaA peste suína africana é uma das doenças virais mais importantes em suínos. É uma doença sistêmica e é relatada na maioria dos países do mundo.

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