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75% das granjas integradas à Seara já utilizam energia limpa

Nas granjas de suínos, os biodigestores funcionam como sistemas fechados de tratamento de dejetos, os quais evitam a liberação direta do metano na atmosfera e o convertem em CO₂, reduzindo significativamente o impacto ambiental.

Divulgação JBS
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12 Janeiro 2026
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A Seara, da JBS, alcançou uma marca relevante em sua estratégia de sustentabilidade: cerca de 75% dos seus produtores integrados de aves e suínos em todo o país já utilizam fontes limpas e renováveis de energia, como painéis solares e biodigestores, com apoio técnico da Companhia. Na produção de aves, mais de 73% das granjas integradas já operam com energia solar, distribuídas em dez estados brasileiros e no Distrito Federal. Bahia e Paraná lideram a adoção, com 82% das granjas, seguidas por Mato Grosso do Sul (81%) e Minas Gerais (77%).

Há seis anos, apenas cerca de 5,6% das propriedades utilizavam energia solar, o que representa um crescimento de aproximadamente 1.208% no período. Somente no último ano, essas unidades geraram 215,4 milhões de kWh de energia solar, volume suficiente para abastecer, por um ano, uma cidade com cerca de 94,4 mil habitantes. Além dos ganhos ambientais, a iniciativa traz benefícios econômicos diretos aos produtores. Com a redução do custo da energia elétrica, as automações tornam-se cada vez mais presentes nas granjas.

Nas propriedades, os painéis fotovoltaicos captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica, utilizada diretamente nos aviários. A tecnologia reduz significativamente a dependência das concessionárias e garante energia mais competitiva para sistemas essenciais, como climatização dos galpões, automação, distribuição de ração, coleta de ovos e controle ambiental – fatores que impactam para o bem-estar animal, a produtividade e a qualidade do produto.

Na suinocultura, a Seara também avança na adoção de biodigestores como solução estratégica para geração de energia renovável, aliando eficiência produtiva, sustentabilidade ambiental e econômica. Cerca de 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores, resultado do incentivo contínuo e do acompanhamento técnico da Companhia. A região Centro-Oeste concentra a maior quantidade dessas granjas.

Nas granjas de suínos, os biodigestores funcionam como sistemas fechados de tratamento de dejetos, nos quais bactérias transformam a matéria orgânica em biogás e biofertilizante. O biogás, rico em metano, é utilizado na geração de energia elétrica, abastecendo a granja, sistemas de climatização e estruturas de apoio. O processo evita a liberação direta do metano na atmosfera e o converte em CO₂, reduzindo significativamente o impacto ambiental.

Na suinocultura, cerca de 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores. Fonte: Divulgação JBS
Na suinocultura, cerca de 46% das propriedades integradas de suínos com potencial para a tecnologia já contam com biodigestores. Fonte: Divulgação JBS

A energia gerada é fundamental para atender às demandas elétricas da suinocultura, especialmente em sistemas que exigem controle rigoroso de temperatura para garantir o bem-estar animal e a produtividade. Com os biodigestores, muitas propriedades alcançam autossuficiência energética, reduzindo drasticamente ou até zerando a conta de luz. Em média, a economia com energia elétrica chega a 62%, transformando um dos principais custos da atividade em vantagem competitiva.

No município de Seara (SC), o produtor integrado Rodrigo Bisollo produz cerca de 160 mil leitões por ano. Há 15 anos à frente da propriedade, os custos com energia elétrica chegavam a R$ 70 mil mensais, realidade que mudou com a adoção de biodigestores, permitindo zerar a conta de luz. “Conseguimos transformar o que antes era uma despesa em renda. Atualmente, a iniciativa agrega em torno de 3,5% no faturamento da propriedade”, afirma. A estrutura é complementada por um sistema de energia solar, que potencializa a geração própria e torna a granja autossuficiente em energia.

Além da geração de energia, o sistema permite o reaproveitamento do calor dos motores, utilizado no aquecimento de água para processos sanitários e atividades operacionais, ampliando a eficiência energética. O resíduo sólido remanescente é reaproveitado como biofertilizante, aplicado nas lavouras, fechando um ciclo sustentável de produção e reforçando práticas de economia circular no campo.

Além do suporte técnico para a implementação dos sistemas, a Seara mantém políticas e estratégias de reconhecimento de boas práticas, que estimula ações sustentáveis nas granjas integradas. A combinação entre tecnologia, eficiência produtiva e responsabilidade ambiental tem fortalecido o desenvolvimento no campo, contribuindo para a valorização da atividade rural, maior atratividade para as novas gerações e perspectivas de expansão da geração de energia limpa.

12 de janeiro de 2025/ JBS/ Brasil.
https://mediaroom.jbs.com.br

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