Transparência, governança e fortalecimento do cooperativismo marcaram a Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Primato Cooperativa Agroindustrial. Realizada no dia 5 de fevereiro, na Associação da Primato, em Toledo (PR), a assembleia reuniu diretoria, Conselho de Administração, Conselho Fiscal e cooperados para a apresentação e aprovação das contas referentes ao exercício de 2025.
Desempenho consistente

Durante a AGO, foram apresentados os resultados econômicos e operacionais da Primato ao longo de 2025, evidenciando um ano de crescimento expressivo e consolidação em diferentes cadeias produtivas.
Com um cenário de preços mais favorável, a suinocultura demonstrou entrega contínua de resultados, com a ampliação da produção para 69,07 mil toneladas. A produção de leite manteve trajetória de crescimento e alcançou o volume de 68,8 milhões de litros.
A Primato manteve posição de destaque como uma das principais fornecedoras da Frimesa, com participação relevante no volume total de leite recebido pela central. Segundo Elias José Zydek, presidente da Frimesa, “em 2025 a Primato foi a cooperativa que mais entregou leite, tendo um peso muito grande no negócio leite”.
“Na suinocultura, foi a única cooperativa que entregou acima da cota, o que contribuiu diretamente para a diluição de custos e o resultado positivo da Frimesa”, salienta Zydek.
Avanços na diversificação produtiva
A piscicultura seguiu como uma atividade estratégica para a diversificação dos negócios da cooperativa. Com a ampliação da base de produtores integrados e investimentos relevantes, alcançou uma produção de 5.058,86 toneladas abatidas, fortalecendo sua presença no setor.
A avicultura também apresentou evolução significativa, com produção de 21,57 mil toneladas de aves — desempenho que reflete melhorias contínuas nos processos produtivos, rigor sanitário e atuação direta dos cooperados, aliando biosseguridade, bem-estar animal e competitividade.
A expansão e a modernização das unidades, aliadas à ampliação da área de atuação, garantiram à Primato números expressivos no setor de grãos. Em 2025, a cooperativa registrou o recebimento de 3.841.228 sacas de milho, 1.027.887 sacas de soja e 30.501 sacas de trigo.
Resultados financeiros reforçam solidez da cooperativa
Em 2025, a área de pecuária registrou faturamento de R$ 792 milhões. O segmento agrícola somou R$ 325,28 milhões, o industrial R$ 347,93 milhões e o setor de alimentos R$ 44,24 milhões, impulsionado pelo fortalecimento da marca e da rede de atendimento.
O faturamento global da Primato em 2025 atingiu R$ 1,907 bilhão, representando crescimento aproximado de 26,6% em relação ao ano anterior, quando a cooperativa registrou R$ 1,5 bilhão. A rentabilidade média ao cooperado sobre o capital foi de 20,97%.
Retorno direto aos cooperados
Os cooperados da Primato obtiveram, no último ano, um total de R$ 11,534 milhões, sendo R$ 8,260 milhões em sobras e R$ 3,273 milhões em juros sobre o capital. Para o cálculo das sobras, foram consideradas as movimentações realizadas ao longo do ano, incluindo entregas de produção e compras nas unidades Casa do Produtor, supermercados, restaurantes, posto de combustível e farmácia da cooperativa.

Transparência e fortalecimento do cooperativismo
De acordo com Cezar Luiz Dondoni, presidente da Primato Credi e vice-presidente da Primato Cooperativa, a prestação de contas é um compromisso permanente da gestão. “É um dever da cooperativa, todo ano, prestar contas do que foi feito. Afinal de contas, estamos dirigindo uma cooperativa de 12 mil donos, então a responsabilidade é muito grande, mas temos muita satisfação em dizer que viemos fazendo um trabalho que dá resultado, apesar das adversidades do ano que passou”, elucida.
Gestão em um cenário desafiador
Conforme destacou Anderson Léo Sabadin, diretor-presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, o ano de 2025 exigiu alto nível de gestão. “O panorama do agronegócio no último ano foi moldado por uma confluência de fatores macroeconômicos, climáticos e regulatórios que tornaram a excelência na gestão não apenas desejável, mas inevitável — uma condição de sobrevivência”, afirma.
Na sequência, Sabadin apontou os principais desafios enfrentados: “O principal motor de pressão sobre a rentabilidade veio da política monetária contracionista, com impacto direto no custo do capital, no ‘sanduíche’ da margem entre custos dolarizados e preços em queda, além dos efeitos da reforma tributária”.
Esses fatores evidenciam a maturidade do modelo de gestão da Primato, ao alinhar resultados econômicos, transparência e participação dos cooperados. Com solidez financeira, diversificação produtiva e foco em eficiência, a cooperativa se prepara para novos ciclos de crescimento, mantendo o cooperado no centro das decisões e fortalecendo, na prática, os princípios do cooperativismo.
06 de fevereiro de 2026/ Primato/ Brasil.
https://www.primato.com.br

