A Seara concluiu, em 2025, a transição para 100% de gestação coletiva nas granjas integradas de suínos, tornando-se a primeira grande empresa do setor no Brasil a cumprir integralmente esse compromisso público, assumido cerca de dez anos atrás – e mais de 20 anos antes da exigência legal, prevista para 2045 pela Instrução Normativa nº 113, do Ministério da Agricultura, que estabelece novas diretrizes de bem-estar animal para a suinocultura.
Mais do que o cumprimento de uma meta, a iniciativa representa uma transformação estrutural da cadeia produtiva, construída de forma gradual, técnica e socialmente responsável. Ao longo da última década, a Seara redesenhou seu modelo de produção, investiu em inovação de processo, capacitou equipes e produtores e desenvolveu soluções customizadas para cada realidade no campo, sem perda de produtores integrados, sem redução de renda e sem impacto social negativo.

"Quando assumimos esse compromisso, o consenso no setor era de que seria impossível implementá-lo no Brasil. Não havia legislação, não havia modelos consolidados e os desafios técnicos, econômicos e sociais eram enormes. A Seara decidiu fazer antes da lei e provar que era possível”, afirma José Antônio Ribas Junior, diretor executivo de Agropecuária da Seara.
Historicamente, as fêmeas suínas eram mantidas em celas individuais durante a gestação, com mobilidade mais limitada. No modelo de gestação coletiva, as fêmeas passam a viver em baias coletivas, com cerca de 2,4 metros quadrados por animal, permitindo circulação, interação entre os animais e a expressão dos comportamentos específicos da espécie.
A transição, no entanto, exigiu muito mais do que mudanças estruturais. Um dos principais desafios foi garantir que a evolução do bem-estar animal não gerasse exclusão produtiva ou prejuízo econômico aos integrados, muitos deles em propriedades com perfis familiares.
Para isso, a Seara realizou um censo detalhado das granjas, avaliando caso a caso as condições de espaço, infraestrutura e viabilidade técnica. A partir desse diagnóstico, foram desenhadas soluções customizadas, respeitando as limitações físicas de cada propriedade e o ritmo de adaptação necessário.
“A preocupação central sempre foi fazer essa transformação sem perder produtores, sem reduzir inventário de fêmeas e sem comprometer a renda das famílias. Bem-estar animal e responsabilidade social precisavam caminhar juntos”, Vamiré Sens Júnior, gerente executivo de Agropecuária da empresa.
Inovação de processo e crescimento da produção
Ao contrário de modelos automatizados utilizados em outros países, muitas vezes incompatíveis com a realidade brasileira, a Seara optou por uma estratégia baseada em inovação de processo, com adaptações simples, escaláveis e viáveis financeiramente no Brasil. Entre as iniciativas adotadas estão: capacitação técnica contínua de produtores e equipes internas; revisão de políticas, protocolos e checklists de manejo; atualização da política de incentivos, com apoio financeiro aos investimentos e pagamento de um auxílio por leitão produzido ao longo de um período de até 10 anos; e exigência de que todos os novos projetos já nascessem no modelo de gestação coletiva.
Mesmo com a complexidade do processo, a Seara conseguiu avançar com a transição sem interromper sua trajetória de crescimento, registrando um aumento de cerca de 40% na produção ao longo do período.
O compromisso da Seara com a gestação coletiva foi assumido antes mesmo da publicação da regulamentação oficial no Brasil e passou a ser reportado anualmente em seu Relatório de Sustentabilidade, com metas, percentuais de avanço e transparência sobre o processo.
Com a conclusão da transição em 2025, a companhia se posiciona como referência para o setor, demonstrando que é possível antecipar exigências regulatórias, elevar padrões de bem-estar animal e, ao mesmo tempo, preservar a sustentabilidade econômica da cadeia.
13 de fevereiro de 2026/ JBS/ Brasil.
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