A oferta de carne suína na África do Sul permanece sob pressão contínua após a confirmação e a suspeita de surtos de febre aftosa e peste suína africana em diversas granjas comerciais. Taxas de mortalidade de até 20% foram relatadas nos rebanhos infectados, principalmente entre leitões e suínos recém-desmamados, enquanto as medidas de controle sanitário limitaram severamente o acesso de animais clinicamente saudáveis a abatedouros autorizados. Ao mesmo tempo, os surtos de peste suína africana levaram ao abate sanitário de dezenas de milhares de suínos, incluindo matrizes, enfraquecendo a capacidade produtiva ao longo de toda a cadeia.
Os impactos no mercado já são evidentes, com os preços das carcaças aumentando cerca de 26% entre o final de maio de 2025 e o final de janeiro de 2026 nas principais categorias. Com perdas tanto na produção quanto no plantel reprodutivo, avaliações do setor indicam que a oferta permanecerá restrita ao longo de 2026, sustentando preços firmes para os produtores que ainda conseguem abastecer o mercado, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre os consumidores.

Os riscos sanitários permanecem elevados devido aos surtos em curso e à subnotificação nos sistemas informais de produção, o que dificulta a vigilância e o controle. As autoridades estão atualizando os planos de contingência para febre aftosa em granjas comerciais, juntamente com protocolos do setor e planos para introdução de vacinas aprovadas para suínos. Está sendo considerada a vacinação estratégica em granjas afetadas e em rebanhos bovinos no entorno, enquanto o abate sanitário continua sendo a principal medida de controle para a peste suína africana.
16 de fevereiro de 2026/ África do Sul.
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