O Departamento de Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação (DARPA) confirmou ontem a detecção de sete novos casos de peste suína africana (PSA) em javalis, um deles localizado em Sant Feliu de Llobregat, fora da zona de alto risco. Isso implica que esse município e uma pequena parte do território municipal de Barcelona (a zona montanhosa de “Can Castellví”) passem a integrar o conjunto de municípios considerados zona de alto risco. Dessa forma, já são 16 os municípios com essa classificação.
No total, os casos positivos detectados somam 162 desde a declaração do primeiro caso, em 28 de novembro.

O surgimento desses novos casos nos municípios da parte sul de Collserola obriga o DARPA a intensificar as ações na zona de alto risco, motivo pelo qual solicitou mais recursos para poder implementar o operativo que até agora vinha sendo aplicado nos municípios da zona norte de Collserola (estratégia de fechamento perimetral e isolamento em relação a outras áreas adjacentes).
Contenção e controle populacional
Diante desse novo cenário, serão adotadas as seguintes medidas operacionais:
- Reforço do fechamento da AP-7 no trecho compreendido entre a C-16 e a B-23, e desta via até o perímetro urbano de Sant Feliu de Llobregat.
- Início das obras de construção de um segundo fechamento perimetral na margem direita do Llobregat, entre a A2 e a linha de alta velocidade (AVE), seguindo a estratégia de contenção do vírus na zona norte do foco inicial e as recomendações do Ministério da Agricultura.
- Estabelecimento de uma segunda barreira de contenção no trecho C-33–AP7 (Montcada), para reforçar a estanqueidade da saída de animais em direção à Serra de Marina e às áreas florestais e agrícolas do Maresme.
Reforço da estratégia com outras administrações
Além disso, o Governo solicitou ao Estado apoio adicional para reforçar os recursos operacionais, garantindo a biosseguridade, a capacidade tecnológica e o controle do foco.
- Instalação de uma estação adicional de desinfecção, enquanto é adquirida uma segunda estação permanente, para descontaminação de veículos, maquinário e equipamentos, bem como controle de acessos às zonas críticas.
- Incorporação de drones com capacidade noturna e câmeras térmicas, para localizar com precisão os animais, detectar concentrações residuais e carcaças em áreas de difícil acesso, além de melhorar o planejamento das batidas.
- Reforço da capacidade de retirada rápida de carcaças por meio da Unidade Militar de Emergências, com formação em biosseguridade e protocolos de manipulação, e com suporte contínuo.
- Participação do Serviço de Proteção da Natureza (SEPRONA) da Guarda Civil para garantir o abate dos exemplares capturados, bem como o cumprimento das garantias de bem-estar animal e da segurança jurídica de toda a operação.
Para intensificar os métodos e a estratégia de captura e estendê-la a toda a área de Collserola, foi solicitada ao Ministério da Agricultura a intervenção do grupo TRAGSA para aquisição, instalação e manutenção de novas armadilhas coletivas do tipo pig brig, que permitem a captura coletiva de javalis. Dessa forma, será possível abordar de maneira global a redução da densidade populacional na zona de Collserola. Essa demanda também foi estendida às comunidades autônomas que dispõem desse tipo de armadilhas coletivas, bem como renovado o pedido de apoio das unidades caninas.
17 de fevereiro de 2026/ DARPA/ Generalitat da Catalunha .
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