Apresentamos os principais destaques das estimativas de grãos e oleaginosas para a safra 2025/26 publicadas pelo USDA no último dia 9 de abril:
Milho

Produção
- A produção mundial de milho para a safra 2025/26 ficaria em torno de 1301,1 milhões de toneladas (Mt), o que representa um crescimento de 5,7% em comparação com o ciclo 2024/25, cuja última estimativa consolida 1231,4 Mt.
- Para os Estados Unidos, a produção alcançaria 432,3 Mt, crescendo 14,3% em relação à safra anterior (378,3 Mt), enquanto a China aumentaria sua colheita em 2,1%, chegando a 301,2 Mt. Por sua vez, a União Europeia registraria queda de 4,7%, com 56,8 Mt, enquanto a Ucrânia, com 30,7 Mt, apresentaria aumento de 14,6% frente aos 26,8 Mt consolidados no ciclo anterior.
- Para o Brasil, a produção chegaria a 132,0 Mt, diminuindo 2,9% em comparação com a safra 2024/25 (136,0 Mt), enquanto para a Argentina a colheita ficaria em torno de 52,0 Mt, número 4,0% acima do ciclo passado (50,0 Mt).
Exportações
- As exportações mundiais de milho aumentariam 10,8% nesta nova safra, consolidando 207,3 Mt.
- Os Estados Unidos liderariam a atividade exportadora, com 83,8 Mt, e cresceriam 15,5% em relação à safra anterior. Em seguida viriam Brasil, Argentina e Ucrânia, com 43,0; 37,0 e 22,0 Mt, respectivamente.
Importações
- Em nível global, as importações de milho passariam de 186,2 Mt na safra 2024/25 para 193,1 Mt neste novo ciclo, o que representa um aumento de 3,7%.
- O México seria o maior importador de milho, com 26,3 Mt e crescimento de 1,4% em comparação com a safra anterior (25,9 Mt).
- A China aumentaria sua demanda por milho importado em 338,8%, alcançando 8,0 Mt nesta nova safra, enquanto a União Europeia importaria 19,5 Mt, o que representaria aumento de 4,0% em comparação com o ciclo 2024/25 (18,8 Mt).
- Japão e Vietnã importariam 15,5 e 13,5 Mt, respectivamente, o que representaria crescimentos de 0,3% e 12,5%, nessa ordem.
- A Colômbia aumentaria em 7,2% suas importações de milho, alcançando 8,0 Mt neste novo ciclo.
Estoques
- Os estoques finais se reduziriam em 0,5% em nível global, ficando em 294,8 Mt. Para os Estados Unidos, os estoques cresceriam 37,1%, enquanto para Brasil e China diminuiriam 46,0% e 6,1%, respectivamente.
Soja
Produção
- A produção global de soja para o ciclo 2025/26 se manteria praticamente estável em relação à safra anterior, ao consolidar 427,4 Mt.
- As estimativas para as colheitas sul-americanas indicam um aumento de 4,3% para o Brasil, que alcançaria 180,0 Mt, enquanto para a Argentina estima-se uma queda de 6,1%, chegando a 48,0 Mt.
- O Paraguai aumentaria sua produção em 17,6% em relação à safra 2024/25 (10,2 Mt), consolidando uma colheita de 12,0 Mt.
- Para os Estados Unidos, estima-se uma colheita de 116,0 Mt, o que representaria uma diminuição de 2,6% frente ao ciclo anterior (119,0 Mt).
Exportações
- As exportações mundiais de soja aumentariam 1,6% nesta nova safra, consolidando 187,2 Mt.
- A atividade exportadora seria liderada pelo Brasil, com 115,0 Mt, volume 11,5% superior ao registrado no ciclo 2024/25 (103,1 Mt), enquanto os Estados Unidos alcançariam um volume de exportações de 41,9 Mt, o que indicaria queda de 18,2% em relação à safra anterior (51,2 Mt).
- Para a Argentina, projetam-se exportações de 8,3 Mt, número que representa aumento de 4,8% frente ao ciclo anterior (7,9 Mt).
Importações
- As importações globais de soja passariam de 179,2 Mt no ciclo 2024/25 para 185,6 Mt nesta nova safra, o que representa um aumento de 3,6%.
- A China importaria 112,0 Mt, volume 3,7% acima do total da safra anterior (108,0 Mt), enquanto a União Europeia consolidaria 14,0 Mt, indicando uma diminuição de 4,8% (14,7 Mt).
- Para o México, seriam esperadas importações de 6,7 Mt neste ciclo, o que representa crescimento de 4,1% em relação à safra anterior (6,4 Mt).
Estoques
- Os estoques finais da oleaginosa se manteriam praticamente estáveis em nível mundial, com 124,8 Mt. Para os Estados Unidos, os estoques cresceriam 7,7%, enquanto para o Brasil permaneceriam sem variação, em 37,7 Mt.
Departamento de Economia e Sustentabilidade da 333 Latinoamérica/
USDA/ Estados Unidos.
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