Contexto geral
- A produção mundial de carne suína em 2026 cresceria 1%, com aumentos nos Estados Unidos, Brasil, China e Canadá, que mais do que compensariam a contração prevista para a União Europeia. O Brasil se sustentaria na abundância de insumos alimentares e na sólida demanda internacional, enquanto a China alcançaria uma produção marginalmente superior graças à melhoria no número de leitões por leitegada, embora com pesos de abate ligeiramente menores diante da pressão do setor por reduzir estoques. A União Europeia, por sua vez, enfrentaria margens mais apertadas e o impacto da PSA detectada na Espanha no final de 2025, o que pressionaria uma redução de seus plantéis suínos.
- As exportações globais se manteriam praticamente estáveis em 10,4 milhões de toneladas (Mt), com os maiores aumentos projetados para Brasil, Estados Unidos e Canadá, compensando a queda prevista para a União Europeia, cujas exportações seriam limitadas por menores disponibilidades exportáveis e restrições sanitárias associadas à PSA.
- As importações chinesas de carne suína registrariam uma queda importante em 2026, devido ao abastecimento doméstico mais confortável, o que levaria os principais exportadores a continuarem buscando oportunidades em outros mercados. Os Estados Unidos consolidariam seu direcionamento para México e América Central, mercados que entre 2020 e 2025 passaram de representar 25% para 46% do total de suas exportações suínas. A União Europeia e o Brasil, por sua vez, aprofundariam sua reorientação para mercados asiáticos afetados pela PSA, como Filipinas, Coreia do Sul e Taiwan.
Indicadores globais

- A produção mundial de carne suína para 2026 se situaria em 120,2 Mt, o que representa um crescimento de 0,6% em comparação com 2025 (119,5 Mt).
- As exportações globais se manteriam praticamente estáveis em relação a 2025, passando de 10,36 para 10,41 Mt, com um leve aumento de 0,5%.
- As importações alcançariam um volume de 9,3 Mt em 2026, o que representaria um crescimento de 0,9% frente a 2025 (9,2 Mt).
- O consumo aparente aumentaria 0,6% em 2026, passando de 118,4 para 119,1 Mt.
Indicadores dos principais países
- A China produziria 59,5 Mt em 2026, o que representa um aumento marginal de 0,2% em relação a 2025. Em contrapartida, projeta-se uma queda de 15,8% em seu volume de importações, que se situaria em 1,0 Mt, à medida que a recuperação da produção interna desloca as compras externas para níveis abaixo dos registrados antes da PSA.
- A produção da União Europeia cairia 1,2% em 2026, alcançando 21,7 Mt, afetada pelo ajuste de margens produtivas e pela detecção de PSA na Espanha no final de 2025. Da mesma forma, suas exportações recuariam 7,6%, totalizando 2,8 Mt.
- Em 2026, os Estados Unidos aumentariam sua produção em 1,4%, alcançando 12,7 Mt, com o crescimento no número de leitões por leitegada como principal motor, apesar de um plantel de fêmeas menor. Também se esperaria um aumento de 3,3% nas exportações, que atingiriam 3,3 Mt, apoiadas pela forte demanda do México e da América Central, além das oportunidades geradas pela redução dos embarques europeus em mercados asiáticos estratégicos.
- O Brasil ampliaria sua produção em 3,2% em 2026, alcançando 4,9 Mt, sustentado pela abundância de matérias-primas e pela forte demanda internacional. As exportações chegariam a 1,8 Mt, o que representaria um crescimento de 6,8% em relação a 2025, com a Ásia como principal destino.
- O Vietnã atingiria uma produção de 4,1 Mt em 2026, o que significa um aumento de 3,9% em relação ao ano anterior. Suas importações, por sua vez, ficariam em torno de 120 mil toneladas, com queda de 20,5% frente a 2025.
- O Japão se manteria como um dos principais importadores de carne suína no mundo em 2026, com 1,4 Mt, volume 0,3% inferior ao estimado para 2025.
- O México cresceria 2,9% em produção, alcançando aproximadamente 1,4 Mt em 2026. Por outro lado, seguiria como o maior importador mundial e da América Latina, com 1,7 Mt, cerca de 3,9% acima do total de 2025.
- O Canadá aumentaria sua produção em 2,1% em 2026, alcançando 2,2 Mt, enquanto suas exportações cresceriam 3,8%, totalizando 1,4 Mt.
- A Colômbia permaneceria entre os importadores relevantes, com uma projeção de 210 mil toneladas em 2026, o que representaria um aumento de 2,4% em relação a 2025.
15 de abril de 2026/ Departamento de Economia e Sustentabilidade da 333 Latinoamérica/ FAS - USDA.
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