Em um ano marcado por instabilidades econômicas e pressões sobre o setor de proteínas, a Frimesa demonstrou a força de um sistema que gera valor para todos os envolvidos, do campo ao consumo, mobilizando uma cadeia produtiva com cinco cooperativas filiadas — Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato — e cerca de 23 mil pessoas.
No exercício encerrado, a cooperativa registrou o faturamento histórico de R$ 7,04 bilhões, um incremento de R$ 460,3 milhões em relação a 2024. Este crescimento de 7% foi impulsionado, principalmente, pela estratégia de agregação de valor à produção.

Na área de Carnes, a operação demonstrou resiliência ao manter o custo estável — variação de apenas 0,3% — mesmo diante do cenário inflacionário. O mercado externo também teve papel decisivo no desempenho do ano.
Com 48 anos de história, a Frimesa reafirma sua posição como a maior processadora de suínos do Paraná e a quarta do Brasil. A estratégia de agregar valor refletiu nas sobras disponíveis para a Assembleia Geral, que totalizaram R$ 82 milhões, 62% a mais.
Esse resultado foi viabilizado pelo processamento de 3,2 milhões de suínos e 258 milhões de litros de leite, provenientes de 2.547 produtores das cooperativas filiadas.
Estratégia comercial e governança
Para sustentar o desempenho, a Frimesa atuou fortemente na diversificação de canais, ampliando sua presença no varejo. Em 2025, a central manteve uma robusta cadeia de distribuição, envolvendo 48.925 clientes ativos em todo o Brasil. Além dos resultados financeiros, 2025 foi um ano decisivo para a governança da Frimesa. O principal marco foi a reestruturação organizacional estratégica, que otimizou a alta gestão ao reduzir as divisões de quatro para três: Operações, Administrativa-Financeira e Comercial. A mudança reorganizou áreas, processos e hierarquias, tornando a cooperativa mais ágil, integrada e preparada para novos ciclos de crescimento.
Cenário da carne suína
O cenário da carne suína em 2025 foi desafiador. Após um início de ano acelerado, o setor enfrentou obstáculos macroeconômicos no segundo semestre, como retração do consumo doméstico devido à queda no poder aquisitivo. Para enfrentar esse contexto, a Frimesa apostou na agilidade do mix de produtos, no lançamento de opções mais adequadas ao orçamento do consumidor e no fortalecimento da inteligência comercial. A decisão incluiu uma redução deliberada na comercialização de carcaças no país, priorizando o direcionamento de matéria-prima para itens de maior valor agregado, que garantem margens mais saudáveis.
Participação na produção de carnes
Em 2025, na área de carnes, a linha de industrializados (presuntaria, defumados e embutidos) consolidou-se como a principal frente de produção. Dentro da estrutura da Frimesa, a atividade de Carnes reafirmou sua importância como o principal motor econômico, respondendo por 76,6% do faturamento global da Central.
No campo fabril, a cooperativa encerrou o período com produção total de 369.408 toneladas de alimentos processados. O grande destaque do ano, contudo, foi o desempenho no comércio exterior. A Frimesa registrou um avanço de 19,4% nas exportações, fruto direto da prospecção de novos mercados e da alta competitividade da proteína nacional. Atualmente, a relevância dessa frente é tamanha que 33% de toda a produção da central já atravessa as fronteiras brasileiras para atender o consumidor global.
Fevereiro de 2025/ Revista Frimesa.
https://www.frimesa.com.br

