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O que esperar dos mercados globais de carne suína em 2026 – Relatório do 1º trimestre do Rabobank

O Rabobank vê os mercados globais de carne suína em 2026 definidos por rebanhos mais restritos, mudanças nas políticas comerciais e pressões sanitárias persistentes.

2 Fevereiro 2026
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De acordo com o relatório Global Pork Quarterly do Rabobank, a China pretende reduzir seu plantel de matrizes para lidar com o excesso de oferta, com meta de corte de 1 milhão de fêmeas por parte das principais empresas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Somada à redução promovida por produtores de médio porte, a projeção é que o plantel de matrizes chinês caia para 39 milhões de cabeças em 2026, ante 40,3 milhões de cabeças em setembro de 2025.

Nos Estados Unidos, a recomposição do plantel de matrizes segue lenta, em função de desafios relacionados à biosseguridade. A União Europeia enfrenta pressões crescentes decorrentes de surtos de peste suína africana (PSA) em javalis na Espanha, a partir de novembro de 2025, e das tarifas antidumping impostas pela China, após apenas um crescimento limitado do plantel de matrizes em 2025. O Rabobank espera que a oferta seja suficiente para manter os preços pressionados no primeiro semestre do ano, enquanto uma oferta mais restrita no segundo semestre deve sustentar uma recuperação dos preços. Em escala global, a melhoria da produtividade continua sendo um foco central, à medida que os produtores lidam com desafios persistentes.

O comércio internacional deve permanecer volátil devido a mudanças nas políticas comerciais. O comércio global de carne suína apresentou desempenho desigual em 2025: o Brasil registrou crescimento de 12% nas exportações, enquanto outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Canadá, tiveram quedas de um dígito. Para 2026, importantes países importadores, incluindo China e México, estão ajustando suas políticas. O México irá introduzir uma cota de importação para fornecedores sem acordo de livre comércio e iniciar investigações antidumping e antissubsídios sobre a carne suína dos EUA, enquanto a China impõe tarifas antidumping às importações de carne suína da União Europeia. Japão e Filipinas, grandes importadores, ainda mantêm a proibição da carne suína espanhola devido a preocupações com a PSA. Todos esses fatores indicam que a volatilidade comercial deve continuar em 2026.

A sanidade do rebanho segue sendo um desafio em 2026. A PSA continua se espalhando no Vietnã e nas Filipinas, dificultando a recuperação da produção local. Embora a PSA não tenha afetado o rebanho doméstico na Espanha, o setor enfrenta maior pressão devido a medidas mais rigorosas de biosseguridade e controle sanitário. Já a PRRS continua impactando negativamente a produção nos Estados Unidos e no México.

29 de janeiro de 2026/ Rabobank.
https://www.rabobank.com

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