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Oferta global de carne suína em 2024: Previsões de queda

Em 2024, as perspectivas dependerão da dinâmica dos principais produtores, ou seja, China, União Europeia, Estados Unidos e Brasil.

12 Abril 2024
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Em 2023, a produção global de carne suína atingiu 115 milhões de toneladas de equivalente carcaça (tec), um aumento de 0,6% em relação a 2022. Este crescimento da oferta está ligado aos desenvolvimentos na China e no Brasil, o que compensa o declínio europeu. A procura internacional caiu -3,1% anualmente.

Em 2024, as perspectivas dependerão da dinâmica dos maiores produtores (China, União Europeia, Estados Unidos e Brasil). Espera-se uma ligeira queda na produção global de -0,9% em relação ao ano anterior, enquanto a demanda deverá ser maior. As perspetivas prevêem uma ligeira queda na oferta global de carne suína impactada pela China, com uma recuperação moderada da procura internacional. Os atores europeus terão de competir com os Estados Unidos e o Brasil num contexto de incertezas geopolíticas, sanitárias, comerciais, regulamentares e sociais.

Evolução do efetivo reprodutor nos principais produtores mundiais no final de 2023/2022. Fonte: IFIP segundo Eurostat, MoA e USDA.
Evolução do efetivo reprodutor nos principais produtores mundiais no final de 2023/2022. Fonte: IFIP segundo Eurostat, MoA e USDA.

União Europeia

Na UE-27, o plantel pecuário no final de 2023 prevê um possível fim da descapitalização. Em 2023, a queda na oferta europeia foi de 7,6% dos suínos abatidos, ou o equivalente a 17,3 milhões de suínos. O setor do abate e desmancha foi afetado por uma reestruturação que tem consequências no mercado. Estas reorganizações limitarão a produção europeia no início do ano. Espera-se uma melhora no segundo semestre. Em 2023, as exportações caíram acentuadamente: as vendas de produtos suínos para terceiros mercados diminuíram 19% em volume. Além do declínio na produção europeia e na disponibilidade para exportação, os preços muito baixos da carne suína no Atlântico tornaram a carne suína americana e brasileira mais competitiva internacionalmente. A isto somou-se uma desvantagem monetária para a UE: a força do euro face ao dólar e ao real brasileiro penalizou as exportações europeias de carne. Em 2024, espera-se que os exportadores europeus beneficiem das oportunidades de mercado, especialmente na China, mas os desafios de competitividade permanecem. Do lado do consumo, a inflação deverá diminuir.

China

Em 2024, prevê-se uma diminuição da produção chinesa de carne suína de 3%, segundo o USDA, devido às dificuldades do mercado interno: epidemias de peste suína africana e PRRS, e um ano de 2023 complicado para o setor suíno. Apesar de um início promissor para 2024, a fragilidade econômica da China está prejudicando a procura interna, mesmo durante os feriados nacionais. A grande oferta face à baixa procura provocou uma forte redução dos preços enquanto as granjas, com elevados custos de produção, deixaram de ser rentáveis. A indústria suína chinesa sofreu, portanto, perdas econômicas significativas, levando a uma redução do efetivo nacional de matrizes reprodutoras para 41 milhões de cabeças até ao final de 2023, uma queda anual de 5,6%.

Para contrariar esta tendência negativa, o Ministério da Agricultura da China anunciou um novo plano para regular a capacidade de produção doméstica de carne suína. O governo chinês quer estabilizar o número de matrizes reprodutoras em 39 milhões de cabeças, ajustando os números de acordo com a oferta e a procura. Este plano prevê uma maior vigilância do mercado e das doenças, com apoio reforçado das administrações públicas. Espera-se uma recuperação das importações em 2024 para compensar esta queda na oferta.

Estados Unidos

Depois de um ano de 2023 difícil para a indústria suína nos Estados Unidos, espera-se uma recuperação da produção de 2,4% para este ano de 2024, segundo o USDA. A oferta deverá ser estimulada pela procura interna e pelas exportações. Apesar dos desafios econômicos, sanitários e políticos, os analistas norte-americanos preveem uma melhoria na produção graças ao aumento da produtividade e a uma recuperação da procura. Considerando os declínios do rebanho (-3,3% de matrizes em dezembro de 2023/22), estas perspectivas do USDA parecem otimistas. Contudo, as carnes americanas deverão manter a sua competitividade no mercado global, com perspectivas de crescimento na América Central e do Sul.

Brasil

Depois de um bom ano em 2023, prevê-se um aumento da produção, das exportações e do consumo para 2024. Beneficiando-se de uma redução nos custos de produção após a queda nos preços das matérias-primas e de um mercado de exportação dinâmico, o setor suíno brasileiro continua a prosperar graças aos investimentos dos fabricantes. Portanto, as perspectivas para o Brasil são boas, com melhora na demanda interna e externa.

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